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Jesus é conduzido pelo Espírito


Ao iniciar a reflexão neste dia de hoje, voltando à muitos anos atrás, quando criança na casa dos meus avos costumava ter um quadro de Jesus sentado em uma pedra no deserto, são memórias que hoje ganham um novo significado.


Eis o tempo de conversão. Tempo para refletirmos nossa caminhada como igreja.


A quaresma é um tempo de purificação, é preciso adentrarmos ao nosso deserto, discernir quais são os frutos que parecem saborosos mas na verdade nos trazem a morte, o pecado. Peçamos o espírito de Deus, que ele nos conduza e nos fortaleça na caminhada.


“Começamos a Quaresma com um texto que nos possibilita refletir sobre o projeto de Deus  a respeito do ser humano. O livro do Gênesis nos apresenta o homem sendo criado como o ponto alto de toda a criação, como imagem e semelhança de Deus. Exatamente por isso ele deverá proceder como superior a tudo e não deixar-se influenciar por nenhuma qualidade de qualquer coisa criada, deverá permanecer sempre livre!

É nesse exato momento que entra o a perversão do Mal ao provocar no homem o forte e imperioso desejo de experimentar a fruta proibida, ao ponto de apequenar-se  cedendo às  qualidades olfativas e visuais da fruta em detrimento da orientação do Criador.

Foi o primeiro ato em que o ser humano demonstrou que abria mão de sua liberdade para satisfazer seus instintos, sua curiosidade e, tragicamente, querer ser igual a Deus. (...) O ser humano trocou a humildade pela soberba, eis o primeiro pecado.

No Evangelho, Jesus, o Homem Perfeito, a verdadeira imagem do Pai, vence o Mal ao manter-se submisso ao Pai e mostrar-se um homem livre. Não será a comida, a satisfação de suas necessidades biológicas que irá submetê-lo às propostas do Mal; nem a tentação do orgulho, da vaidade, do ser renomado, do ser famoso, do prestígio irá fazê-lo aceitar a imposição de Satanás e nem a sedução do poder o derrotará em sua fidelidade ao Pai.

Para nós, a ação de Jesus, sua postura, nos interpela quando em nossa vida somos tentados a satisfazer nossas necessidades naturais, nossos desejos de prestígio e nossa sede de poder. Olhemos para o Homem Perfeito, a Imagem Visível do Deus Invisível, e suas respostas serenas às perturbadoras tentações.

No trecho da Carta aos Romanos, São Paulo nos fala sobre os modos de vida de Adão e de Cristo. O primeiro, como vimos no início de nossa reflexão, mostrou-se fraco. Contudo, essa debilidade foi herdada por todos nós, seus descendentes. Somos conscientes de que titubeamos e fracassamos diante das tentações.

Em Cristo temos exatamente a realização da vocação da natureza humana, ser superior a tudo sendo imagem de Deus, sendo livre!

Mais ainda, não podemos comparar a graça de Deus ao pecado de Adão, nos fala o Apóstolo. Se “pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida em uma situação de pecado, assim também, pela desobediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça”, que é ser plenamente livre e plenamente unida a  Deus.” (Vaticano)


“As tentações nunca vêm de Deus; elas nascem da nossa própria mania em querer uma vida sem cruz, um caminho sem dificuldade, uma vida feita somente de vitórias e de sucesso, sem qualquer tipo de luta ou sacrifício. Ora, as tentações estão presentes em nossa vida justamente para nos lembrar de que nenhum ser humano se torna homem isto é, uma pessoa madura, livre, senhora de si sem lutar. *Ninguém se torna senhor de si mesmo enquanto não lutar com os demônios que habitam o seu interior e que tentam mandar na sua vida.* Além disso, só é possível conhecer o céu quem primeiro conheceu seu próprio inferno interior.” (Frei Maurício dos Anjos, OFMCap.)

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